Paratleta pratica esportes desde pequena e tem total apoio da família

Marcelle é exemplo de superação para suas companheiras – Foto: Fellipe Florêncio
paralímpicos, o time de futebol americano feminino do Vasco tem como running
back, a Marcelle Santana, uma jovem de 26 anos, com uma má formação congênita
do pé esquerdo. A paratleta está se preparando com a equipe para a estreia no
Campeonato Brasileiro, dia 1 de outubro, às 14h00, contra o Corínthians, no
estádio do São Cristóvão. – Jogo futebol desde criança,
sempre gostei de esportes. Fui nadadora do América durante dois anos. Comecei
jogando futebol americano na areia e no Vasco Patriotas atuo desde 2014. Fui
convidada por uma amiga a fazer um treino para ver se eu ia gostar. Fiz o teste
e me apaixonei pelo elenco – disse
Marcelle.
A RB vascaína não vê dificuldades
no seu dia a dia por conta da deficiência e nem de praticar o esporte.
– Levo a minha vida
normalmente. Faço faculdade de RH. Por eu ter nascido deficiente a questão de
adaptação é automática. O incentivo que sempre tive da minha família é fundamental
para mim. Nunca me limitei a fazer nada. Meus pais nunca falaram para que eu
não poderia fazer alguma coisa por se deficiente – afirmou Marcelle.
A jogadora ocupa uma posição
determinante no futebol americano. O running
back precisa ter uma boa explosão ao receber a bola e rápida corrida para
avançar no campo adversário.
– Eu uso uma prótese no
sapato e acho que qualquer posição exige muito do jogador, mais RB realmente é puxado.
Tem que pensar rápido, ter força e muita disposição. Às vezes a chuteira sai do
pé quando estou correndo, mais acho que me viro bem em relação a isso. Mas por
conta da minha situação, tenho que me preparar dobrado em relação as outras meninas – explicou Marcelle.
A capitã cruzmaltina Tatiana
Sabino é só elogios a companheira de equipe.
– A Marcelle é uma jogadora dedicada, que dá orgulho de dividir o
campo. Nós sempre conversamos que não existe “não” nem
“talvez”, é sempre “vamos fazer”. Isso só demonstra que ela
não encara a deficiência como uma limitação. Ela busca superar as adversidades
e esse é o diferencial dela como jogadora. Marcelle quer cada vez mais superar
seus limites – comentou Tatiana.

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