O Vasco da Gama finalizou na manhã desta quarta-feira (06/01) sua preparação para o duelo contra o Atlético Goianiense, marcado para esta quinta (07), às 21 horas, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia. Um resultado positivo diante do Dragão pode fazer com que o Gigante da Colina deixe a incômoda “zona da confusão”, como é chamado de forma costumeira o Z4 do Campeonato Brasileiro pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. O último trabalho vascaíno para o duelo foi marcado por trabalhos físicos, técnicos e táticos.

Léo Matos durante treino no CT do Almirante- Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br
Titular nas últimas partidas cruzmaltinas pelo torneio nacional, o lateral-direito Léo Matos concedeu entrevista coletiva na tarde da última terça (05) e falou sobre o início de trabalho de Vanderlei Luxemburgo, que retornou ao clube acompanhado de Antônio Mello (coordenador de preparação física), Maurício Copertino (auxiliar técnico) e Daniel Félix (preparador físico). O experiente jogador também sobre o planejamento traçado para as 12 últimas partidas.
– A conversa nos últimos dias, desde a apresentação dele, tem sido nessa batida: temos um campeonato à parte e temos de ser campeões desses 12 jogos. O Luxemburgo dispensa comentários de minha parte, ele é um mito no futebol. Ele é experiente e exigente. Segunda, no treino, levei duas chamadas dele que eu não estava acostumado. Mas é normal, isso faz o jogador ficar mais ligado ainda mais nessa reta final. Me referi às chamadas, mas isso faz parte do futebol. Tem de ter cobrança, afinal, a camisa do Vasco é enorme. Foi comigo e com os outros jogadores. Cada atleta tem de saber administrar essa situação e entender que é para ajudar. Não se pode colocar para baixo. Quem está aqui no Vasco é um privilégio. É normal a cobrança, eu e meus companheiros recebemos muito bem – afirmou o camisa 3.
Vasco não virou nenhum jogo no Brasileiro
Como você citou, essa fama do Vasco de ser time da virada é conhecida. Eu até me assustava de jogar contra, afinal, a torcida inflamava. Infelizmente, a gente não conseguiu virar nenhum jogo. Acho que tem a ver com o aspecto psicológico de sofrer o baque do gol. Tem vezes que a gente entra no jogo com uma proposta e leva gol. Aquilo parece que desmancha o time. Falamos muito sobre, a gente tem de aprender a sofrer. É normal ser pressionado em algum momento do jogo, então, ter essa força psicológica de reverter a situação é algo que precisamos. Acredito que o Luxemburgo agora saberá nos conduzir melhor.
Próximo jogo
A expectativa está muito boa, estamos nos preparando bem. Além do Luxa, temos boa equipe. Trabalhei com o Copertino no Figueirense. Temos um jogo de seis pontos contra o Atlético-GO, mas acredito que temos condições de chegar lá e ganharmos a partida.
Pikachu
É um dos jogadores que melhor me recebeu no elenco. Temos relacionamento excelente, sempre estamos conversado. É natural ter competição no elenco. Eu vinha jogando, pode ser que amanhã o treinador opte por ele. Isso acontece, ninguém pode se queixar. A amizade é fora do campo, mas dentro é competição. Pode rolar essa dobradinha, sim, ele atuaria mais interno e deixaria o corredor para eu aprofundar. Acho que funcionaria bem, caso o Luxemburgo escolha essa alternativa.
Pressão
Ela existe nas duas ponta da tabela. Para ser campeão e para fugir do rebaixamento. Sim, já passei por isso na minha carreira. Há muito anos, acho que foi em 2005, quando estava no rival, tive essa situação de estar na zona desconfortável. O caminho é trabalhar. Temos todas as condições de sair dela.
Críticas e apoio nas redes sociais
Jogar sem torcida é complicado, ainda mais para o Vasco que tem São Januário como um trunfo. Infelizmente, todos os times sofrem com a pandemia. Criei conta faz pouco tempo em rede social, não uso muito. Não olho muito, não. Seja momento bom ou ruim. Tenho viver uma vida paralela ao futebol quando não estou trabalhando. Prefiro em abster do relacionamento de internet pois não é vantajoso.
O que o Vasco precisa mudar e no que deve melhorar?
O meu ponto de vista é que a gente estava em evolução. Melhoramos em posse de bola, na troca de passes. A gente se cobrava, melhoramos. Agora, temos de ter mais regularidade. Não pode ganhar do Santos, em um jogo nota 8. E depois ir para Curitiba e fazer uma partida tão ruim. Temos de refletir e lembrar o que fizemos de bom para repetir. Não podemos ser irregular.
Confrontos direto com times do Z-4
Temos de ganhar esses jogos, muitos serão em casa. É o único caminho que resta para sair da zona desconfortável. Acredito que podemos fazer uma boa campanha nos últimos jogos.




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